domingo, 13 de março de 2011

E que seja verdadeiro.

Um pote de sorvete, uma história de amor. Um ouvido atento, um coração barulhento. Um dia sem graça, uma televisão queimada. Ninguém nunca entende o que ela quer sentir, mas nunca prestam atenção no que ela vai dizer. Ele tem a boca aberta, mas seu coração se aperta. “Voa, beija-flor, voa”. Queria ser livre também. Droga de vida. Se ao menos tivesse um gato, não me faltariam fofuras, nem carinho, nem pelos na roupa. Se ao menos quisesse alguma coisa, além do tudo, que não tem nada dentro. Porque o mundo tapa o ouvido, quando a única coisa que peço é o amor.

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